quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Que saudade!
Como pode toda a história caber-se agora nesta fotografia?
Lamentoso e nostálgico
Contemplo o instante passado
Há um pedaço de mar entre as nossas bocas
E todo o resto é contorno.
Se fecho os olhos some a fotografia
Mas o instante toma forma e movimento
E o idealizo cada vez mais
Mais do que tenha sido.
O sol me parece o futuro
(presente em que escrevo)
E ele ilumina o passado
Saudosista como eu.
Eu sou o sol agora e queimo
Bilhões de graus e degraus de pura decida
Do presente-passado ao futuro-presente
Do "nascer-do-sol" ao "sol-posto"
Queimo como a fotografia poderia queimar-se
E como queimou o beijo eternizado.
Agora sou todo o mar
Escorrendo no seus braços de manhã
Perfazendo seus contornos
Como só a água lacrimal do amor o pode
Convidando-a a seguir paralelamente, ao horizonte

Esperando pacientemente o infinito.

Te amo. Te espero.

2 comentários:

Yuri Costa disse...

Muito bom.

Marie disse...

Você escreve maravilhosamente! E sou apaixonada por este aqui. Imagino e consigo sentir todos os momentos, tudo o que você descreve.E ao final estou com os olhos marejados de lágrimas. PARABÉNS.