quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Anna Carolina

Quando você me conheceu já sabia (fingindo que não) que seria eu.
Quando eu te conheci você já me conhecia. E rápido eu soube (sem fingir que não) que seria você.
Não houve tempo desde que nossos olhares se encontraram para que eles se apaixonassem.
Houve pouco tempo para que nossas bocas se encontrassem
O tempo exato para que elas se preparassem (as bocas) uma para absorver a outra.
Tudo ocorreu com a exatidão e a magia necessárias às grandes histórias. E com grilos saltitantes e poesia.

Mas você não estava preparada pra mim
Então a poesia teve de esperar

Quando você se preparou... estava tão bem vestida, tão nobre de amor que a minha roupa de plebe não lhe fez jus!

Eu não estava preparado pra você
Então a poesia teve de esperar

Enquanto ela espera dormimos sossegados um no outro
Nos namoramos... nos sentimos tão sinceramente que eram música
As borboletas azuis dançando em nossas barrigas

E ela espera... lá onde o sono do Sol se desfaz e ele acorda... luminoso e quente, como o amor deve ser
A poesia espera tocando no tempo com sua mão leve e tão delicada que vez por outra o faz dormir
E o tempo para...

Quando estivermos sublimados o bastante para prosseguir no mesmo passo... mesmo caminho... para jogar fora uma segunda escova de dentes... então a poesia deixará de esperar e não será papel, será um sentimento único, uma só emoção; uma só verdade condensada.

2 comentários:

Hellen disse...

algo ainda me faz pensar que eu não torci em vão!!!

nininha disse...

puta q pariu....bela essa meu caro! por isso ainda sou sua fã...